
Hoje cheguei à conclusão que existem vários tipos de amigas!
Então temos, as falsas amigas (que é o que mais há por aí), as amigas de ocasião (que só aparecem quando lhes convém), as amigas anuais (que só falamos com elas de ano a ano mas acabamos por gostar muito delas e sabemos tudo uma da outra), as amigas inconvenientes (que são boas pessoas mas que não confiamos necessariamente nelas porém, possuem um dom qualquer que quando damos por nós já lhes contamos toda a nossa vida) e as melhores, as inseparáveis, aquelas que qualquer mínima coisinha que aconteça, temos que lhes contar rapidamente e, em contrapartida, ao mínimo acto adverso que tenham para connosco sentimos o espetar de uma lança mesmo no centro do coração, e jamais o esqueceremos.…
Depois há aquelas tantas outras amigas que têm um papel tão insignificante na nossa vida (e digo isto sem desconsiderar ninguém!) que nem vale a pena falar nelas!
Mas explicando melhor: …
As falsas amigas são as que mais existem por aí! Em todo o caso, estes espécimes que se denominam de amigas conseguem ser muito perigosos. É que por vezes conseguem representar tão bem que chegamos mesmo a acreditar que podemos confiar nelas. Cuidado, tenham muito cuidado! São umas feras disfarçadas de gatinhos domésticos. À mais minúscula oportunidade, atacam a presa!
As amigas de ocasião, são aquelas que no fundo nem podemos apelidá-las de amigas! São aquelas que aparecem de vez em quando.
As amigas anuais são aquelas que conhecemos desde pequenas, mas, sem sabermos ao certo porquê, nunca tivemos com elas aquela relação siamesa, em que para onde vá uma, vai a outra. E não foi porque não nos demos bem ou porque tenhamos algo a apontar, foi simplesmente porque nunca aconteceu! Porém, sentimos um carinho tão grande por estas amigas que quando estamos com elas (de ano a ano!), contamos toda a nossa vida uma à outra; chegamos inclusive a revelar segredos que nem às nossas melhores amigas revelamos. Estranho não é? Mas acreditem que isso acontece! Se pensarem bem descobrem por ai duas amigas cuja relação é exactamente assim! E no fundo até é uma relação muito saudável! Isto porque como elas nunca estiveram presentes diariamente, não caímos no erro de as criticar quando elas num momento menos bom da nossa vida não nos deram colinho (como fazemos com as nossas melhores amigas…).
Temos ainda as amigas inconvenientes. Não sei se inconveniente será o adjectivo mais correcto porque, quando digo que elas são inconvenientes, é no sentido em que são aquele tipo de amiga que até gostamos muito, temos estima por elas, mas não as procuramos nem para rir nem para chorar. Comunicamos apenas que vamos casar (e algumas até conseguem ser convidadas!), comunicamos que vamos ser mães, comunicamos que vamos mudar de casa (e aquelas que tiveram no nosso casamento também estarão no jantar de inauguração do novo ninho do amor), comunicamos que subimos de posto na empresa, etc. E a parte do inconveniente vem, na minha opinião, porque estas amigas, no fundo, até acham que são muito importantes na nossa vida (e têm a sua importância coitaditas!) e então, quando calham de estar connosco, querem saber tudo o que se passa e o que não se passou, mesmo nós não querendo contar, e elas possuem um dom de persuasão qualquer que quando damos por fé, já contamos toda a nossa vida e, mais grave ainda, até estamos a pedir um conselho!! Rápida e eficazmente!
Por fim temos as amigas inseparáveis, as que chamamos de amigas, aquelas que acreditamos que vão estar sempre lá, aquelas que riem e choram connosco, que sofrem connosco, que matam e esfolam por nós, que dizem que nunca nos abandonarão e, muitas vezes, quando fechamos os olhos, elas já desapareceram sem deixar rasto…
Temos ainda aquelas que eram realmente grandes amigas mas, por solavancos da vida, cortamos relações e juramos a nós próprias, a todos os santos e virgens santíssimas que jamais as perdoaremos (mas que no fundo, se elas vierem a chorar baba e ranho, acabamos por passar a mão na cabecinha e dizer que tudo vai ficar bem porque nós estamos lá para as ajudar). …
Por fim temos aquelas que realmente estão lá sempre. Que por muitas zangas que haja, a amizade continua sólida seja a que horas forem, elas vão estar lá para nos acalmarem numa altura menos boa! São estas as amigas de verdade. Raras mas que ainda se encontram! Por isso, se possuírem alguma, tratem-na com carinho.
Um beijinho grande para todas as amigas e amigos que me visitam